sábado, 25 de abril de 2015

Cristão finge ser muçulmano para não ser morto pelo Estado Islâmico: ‘tivemos que negar nossa fé’

Cristãos refugiados fugiram da Líbia por uma rota perigosa ao atravessar o Mar Mediterrâneo, onde milhares de pessoas morreram tentando escapar, em barcos, da perseguição religiosa. Mas durante a fuga, alguns foram forçados a negar a Cristo diante das ameaças de militantes do Estado Islâmico (EI).
"Nós somos cristãos, mas tivemos que negar a nossa fé ou então os pistoleiros iriam nos matar, cortar nossas gargantas e as nossas cabeças", disse Haben, um dos refugiados ao jornal britânico Daily Mail. "Eu tenho amigos da Eritreia e do Egito que foram mortos porque eles são cristãos. Os homens o rodeiam segurando [um fuzil] Kalashnikov, pedindo a sua fé. Se você é cristão, o levam para longe e o matam. Eles cortaram sua cabeça ou atiram em você. Isto é o que eles têm feito com centenas de cristãos.”
Haben, de 19 anos, e seu irmão mais novo Samuel, de 14 anos, escaparam da Líbia depois de comprarem assentos em um barco que ia em direção à Mineo, na Grécia. Mineo se tornou um refúgio temporário para milhares de cristãos e membros de outros grupos religiosos minoritários, na tentativa de escapar da perseguição nas mãos dos militantes do EI, que buscam estabelecer um califado em toda a África.
Haben e um amigo de Samuel, Aman, disseram que cada um deles pagou 2 mil dólares para a viagem à barco, mesmo não havendo garantia alguma de liberdade ou proteção. Foi o primeiro passo, no entanto, em um plano para encontrar segurança.
"O barco deixou a Líbia e nós ficamos no mar por dois dias antes de sermos resgatados", disse Aman. "Fomos levados para o porto e, em seguida, para um acampamento com outros refugiados. Mas não vamos ficar aqui. Estamos indo para Roma e depois para outros países. Queremos trabalhar e construir uma boa vida."
Os rapazes, no entanto, estavam entre os ‘sortudos’. Cerca de 1.300 pessoas foram afogadas nas últimas duas semanas, tentando escapar da Líbia. Na semana passada, uma dúzia cristãos que fugiam da África foram atirados ao mar de um barco por migrantes muçulmanos, enquanto tentavam escapar. Cerca de 15 homens foram presos sob suspeita de ‘homicídio agravado múltiplo, motivado por ódio religioso’.
Lançados ao mar
"Cerca de um dia e meio para a passagem [do Mediterrâneo], a um certo ponto, alguns muçulmanos começaram a protestar contra nós, cristãos, só porque praticamos uma religião diferente. Muitos disseram que eles deveriam nos atirar para o mar. Depois das ameaças, nos encontramos em mar aberto e não muito tempo depois, eles começaram a atirar alguns cristãos no mar", disse Yeboah, de Gana à polícia.
"Eles tentaram jogar a mim e outros cristãos que estavam a bordo, mas não conseguiram porque eu segurei no barco, e um se agarrou ao outro. Nós resistimos por uma hora e só paramos quando o barco de resgate chegou", relata Yeboah.
Enquanto Yeboah e outros cristãos conseguiram se salvar, formando uma corrente humana, Aman e seus amigos tiveram que esconder suas verdadeiras identidades no barco.
"Eu tinha uma cruz de madeira, mas eu tive que jogá-la fora para manter a minha vida", disse Aman. "Os pistoleiros chegaram perto para procurar os cristãos. Eles disseram que iriam matar os infiéis, então eu cortei a cruz do meu pescoço e joguei fora. Eu falo árabe, então eu fingi que não era cristão, que eu oro para o deus deles, e eles acreditaram em mim."
A Líbia está atualmente em um estado de agitação, com a tentativa do EI em assumir o governo. Os cristãos e outras minorias religiosas estão sendo mortos em um ritmo cada vez maior, tanto no país como ao tentar fugir para áreas de segurança. guiame

Garoto multi-instrumentista toca música gospel e emociona a plateia com sua história de vida

Um cavaquinho na mão e o protesto na ponta da língua. Foi assim que o talentoso Estêvao, de 12 anos tornou-se famoso na internet. Morador de Iranduba (AM), o garoto contou que já estava cansado de perder aulas por conta do transporte escolar deficiente em sua cidade e decidiu protestar.
"Eu esperava o ônibus com os meus amigos para ir para a escola, mas o ônibus acabou não chegando. Eu voltei para casa e fiquei muito triste, porque gosto muito de estudar. [...] Acontece muito isso e todo dia a gente acorda sem a certeza ", contou o garoto.
Apesar de aparentar certo bom humor, a letra da música expõe a triste realidade do garoto que, assim como centenas de milhares de outras crianças pelo Brasil não tem acesso facilitado à escola.
"Seu prefeito de Iranduba, nós somos aqui da roça, mas o ônibus da escola mais parece uma carroça. Não temos como estudar, vem aqui nos ajudar com o transporte escolar", diz parte da letra da canção que o menino compôs.
O garoto participou do programa do Gugu na última quarta-feira (22) e o apresentador, ao ouvir o garoto cantar, não resistiu e se manifestou com relação à situação vergonhosa do transporte escolar do pequeno município.
"Sr. prefeito de Iranduba, se eu fosse o senhor, não teria coragem nem de sair à rua, de encarar o povo. Precisa um garoto de 12 anos fazer um protesto destes para ter acesso ao transporte público, para estudar!", disse .
Milagre
Vítima de uma forte crise de malária, quando ainda não tinha nem completado um ano de vida, o garoto foi diagnosticado com anemia e teve problemas de desenvolvimento físico.

"Os médicos disseram para a minha mãe que eu sou um milagre de Deus", disse Estêvao.
Além de cantar a sua conhecida música de protesto, o garoto que também toca no grupo de louvor de sua igreja se apresentou com sucessos da música gospel nacional:
Clique no vídeo abaixo para conferir:

No Vietnã, cristãos são perseguidos e têm o gado tomado pelo governo

Cristão no VietnãNo Vietnã, cristãos têm sofrido perseguição através de furto de gado. A Portas Abertas tem recebido relatos parecidos de famílias cristãs.
Trong* foi duramente perseguido por oficiais do Comitê da Comuna Popular do Vietnã, após ele ter recusado dar uma garrafa de vinho e uma galinha para que eles oferecessem em sacrifício a três espíritos de sua aldeia.
Em uma oportunidade, enquanto um policial conversava com o patrão de Trong, outros três oficiais entraram em seu celeiro e roubaram o porco de sua família.
Pai de três filhos, Trong diz que vai continuar firme na fé e no serviço em sua casa-culto, de 150 membros. "Vou continuar a espalhar o evangelho, independentemente das circunstâncias", afirma.
Fa* também passou por algo semelhante. Treze funcionários da Comuna o acusaram de não seguir o regulamento de adorar espíritos e por isso lhe levaram um porco no meio do dia.
Meses depois, membros da Comuna voltaram e levaram mais dois porcos da Fa. "Eles disseram que, seguindo Jesus Cristo, nós violamos as leis. Então eles teriam que levar os nossos porcos", explicou à Portas Abertas.
Além de roubar o gado, a Comuna ainda impediu que a família de Fa tivesse acesso à tratamentos de saúde, mas ainda assim ele permanece compartilhando a Palavra de Deus com outros moradores da região.
A Portas Abertas enviou apoio financeiro às duas famílias.
*Nomes alterados por motivos de segurança. guiame