06/09/2015

Crise econômica compromete realização do Conjuec 2015


O Congresso da Juventude Evangélica de Camaçari (Conjuec), que seria realizado nos dias 18 a 20 de setembro, não deve mais acontecer. Mesmo depois de ter sinalizado em um jantar do Conselho de Ministros Evangélicos de Camaçari (Comec) que faria o evento um pouco menor, o prefeito Ademar Delgado voltou atrás e comentou com fontes próximas que não há condições econômicas de haver o congresso.

Nesta quarta-feira (02/09), o gestor concedeu uma coletiva de imprensa, no auditório da Cidade do Saber, com o objetivo de esclarecer todas as dúvidas a respeito do último Decreto Municipal, nº 6062/2015, publicado nesta terça-feira (01/09). O documento anuncia medidas que visam enfrentar a crise econômica e financeira internacional que tem afetado a economia brasileira nos últimos meses. Na reunião, também estiveram presentes os gestores de algumas secretarias municipais, assim como o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelino.
Entre as principais medidas publicadas no Decreto pelo prefeito, está a redução de 20% do próprio salário, da vice-prefeita, dos secretários e subsecretários, procurador geral, subprocurador, entre outros cargos do alto escalão (ver decreto). O gestor municipal decretou também que os servidores dos órgãos diretos e indiretos do administrativo municipal trabalharão das 8 às 14h ininterruptos. Assim como, fica proibida a permanência de funcionários nas repartições, ocasionando “horas extras”. As viagens dentro do estado, interestaduais e internacionais também serão restritas e só devem acontecer se for de extrema relevância.
Segundo o prefeito, a decisão foi tomada para evitar o colapso. Serviços essenciais, como saúde, educação e limpeza pública, por exemplo, serão mantidos. “Esses serviços não sofrerão nenhuma alteração de carga horária, nem de redução de salário dos servidores”, disse o prefeito. O gestor ainda informou que as obras já iniciadas irão continuar e serão concluídas.
De acordo com Ademar, o município deixou de arrecadar uma receita de R$ 30 milhões, entre os meses de janeiro a agosto deste ano. E, se comparados os números de julho deste ano ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 21% de arrecadação da receita.
“Com todas essas medidas, estimamos que o município deverá economizar R$ 47 milhões até o fim de dezembro. Porém, esta é uma previsão que não podemos garantir, pois tudo vai depender do cenário econômico”, explicou o prefeito. Ainda de acordo com ele, somente com a redução dos salários de alguns servidores serão economizados R$ 2,5 milhões. “A redução atinge menos quem ganha menos, é proporcional. Temos que proteger quem mais precisa de proteção”, disse.
“Estamos fazendo esta adequação da máquina do governo de modo que não afetem os serviços essenciais à população. Além disso, o município está em dia com seus compromissos e, caso essas medidas não fossem adotadas, nos tornaríamos inadimplentes”, explicou Ademar. “Todo fim de mês, faremos um balanço para avaliar os impactos das medidas tomadas”, disse o prefeito.
O Decreto vale entre os dias 1º de setembro a 31 de dezembro deste ano. Perguntado se haverá um novo plano de ação caso a estagnação econômica continue em 2016, o prefeito se limitou a dizer que irá se reunir com uma comissão para discutir o assunto e só depois analisar concretamente que ajustes deverão ser feitos.
“Vamos andar em ritmo menos acelerado, mas vamos andar”, disse o prefeito. “Esperamos a compreensão de todos para fazer esta travessia”, concluiu. Com informações do Nossa Metrópole

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