14/03/2016

Cristãos foram os primeiros membros da nação iraquiana, segundo presidente

O presidente do Iraque, Fouad Masum disse nesta semana que os cristãos são os membros "originais" de sua nação.
Durante a sua primeira visita ao Egito, o presidente Masum, que é de origem curda, disse ao Patriarca copta ortodoxo, Tawadros II, que os cristãos são parte do patrimônio iraquiano.
A Agência de Notícias Fides informou sobre o encontro entre Masum e Tawadros II, dizendo que os dois líderes concordaram que "os cristãos são 'membros originais' do Iraque, como evidenciado pelos antigos mosteiros espalhados por todo o país".

"[...] Grupos jihadistas, como o 'Daesh' (também conhecido como Estado Islâmico ou ISIS), têm investido, não só contra eles, mas também contra as populações muçulmanas, como evidenciado pelas vítimas muçulmanas - mesmo os sunitas - e as mesquitas destruídas em Mosul", informou a agência de notícias, dizendo que Masum acredita que os cristãos iraquianos foram "ameaçados por fendas sectárias e envolvidos em conflito, enquanto grupos, que se apresentaram como pertencentes ao Estado Islâmico, se instalaram em Mosul desde junho de 2014".

Os dois líderes também dialogaram sobre como fazer do Iraque uma região estável no Oriente Médio. Masum agradeceu ao presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi por seu contínuo apoio na luta contra grupos terroristas do país, incluindo o Estado islâmico.

O grupo de mídia presidencial do Iraque divulgou um comunicado, dizendo que "Masum destacou a importância de se beneficiar da experiência egípcia na indústria, agricultura e turismo, bem como o desenvolvimento das relações culturais e acadêmicas entre os dois países", acrescentando que "o Iraque vai vencer todos os obstáculos para construir um estado democrático unido e progressista".

Genocídio no Oriente Médio
A reunião surge em um contexto no qual o Departamento de Estado dos EUA está se aproximando de um prazo para decidir se irá rotular o que está acontecendo com a população cristã no Iraque e na Síria como "genocídio". No ano passado, o Congresso deu ao Departamento de Estado EUA, um prazo até 16 de março para decidir se descreveria essas atrocidades como tal.

As organizações norte-americanas 'Cavaleiros de Colombo' e da 'Em Defesa dos cristãos' emitiram um extenso relatório esta semana, no qual eles afirmam que têm evidências definitivas, que provam que há um genocídio no Oriente Médio.

O Secretário de Estado dos EUA John Kerry disse na semana passada, em uma reunião da Comissão dos Assuntos Externos, que sãi necessárias provas mais concretas, antes que os EUA possam rotular a situação no Médio Oriente como um genocídio.

"Isto exige muitas provas", disse o secretário de Estado, segundo um relato da Fox News. "Isto quer dizer que você tem que conhecer os fatos, mais do que apenas teoricamente".
O Secretário de Comunicação da Casa Branca, Josh Earnest também tem hesitado em usar a palavra genocídio, ao falar durante uma conferência de imprensa em fevereiro que o rótulo pode "representar problemas legais para os EUA".

"Há advogados que consideram ou não que esse termo pode ser aplicado corretamente neste cenário. O que está claro, que é inegável e que o presidente já disse duas vezes nas últimas 24 horas, é que sabemos que existem minorias religiosas no Iraque e na Síria, incluindo cristãos, que estão sendo alvos de terroristas do Estado Islâmico por causa de sua religião e que o ataque a minorias religiosas é um ataque a todas às pessoas de fé", disse Earnest a repórteres no dia 4 de fevereiro.
"Esta é uma questão em aberto e que continua a ser considerada assim por advogados do governo", Earnest acrescentou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário